Brasil, um país de alguns poucos!

A burguesia planta em nossas cabeças que o país é de todos e que devemos nos empenhar em defendê-lo. Como pode o Brasil ser um país de todos, quando as terras, as fábricas, as minas, os bancos, o comércio pertencem a um punhado de pessoas? Quanto ao povão, só resta a força de trabalho para vendê-la a baixos preços, em troca de salários, isso quando consegue ter emprego.       Por: Gilvan Rocha
Brasil: ¡Un país grande y encantador que no se puede dejar de ...O discurso burguês não passa de uma deslavada mentira e dele tiram proveito os verdadeiros donos do Brasil. Tal discurso deveria ser denunciado pela esquerda. Falta-nos, porém, uma esquerda de verdade. O que temos, é uma esquerda desfigurada pelos anos de dominação do stalinismo. É essa esquerda direitosa, que dá sustentação ao sistema capitalista.

No Brasil, como no mundo, a burguesia voa, politicamente, em céus de brigadeiro. Aqui, certa esquerda, gerencia, com excelentes resultados, o capitalismo. Com o “Bolsa Família” administra a miséria, atenuando seus aspectos mais agudos. Através do sindicalismo chapa branca controla os trabalhadores insatisfeitos. Enquanto isso, a grande burguesia, especialmente os banqueiros, retiram lucros nunca dantes imaginados. Essa é a nossa realidade e ela reserva para os ricos a parte do leão. Enquanto isso o mundo, incluindo o “Brasil de todos”, caminha para a tragédia total dado o caráter destruidor de um capitalismo esgotado, cuja permanência deve-se à indiscutível competência dos seus políticos e ao papel que jogam, ontem e hoje, os nacionais-reformistas, como linha auxiliar do próprio sistema.

Só existe, portanto, uma saída, a construção de uma outra esquerda, de uma esquerda claramente anticapitalista e desfeita dos equívocos e vícios de inspiração stalinista. Uma outra esquerda que denuncie as falcatruas burguesas que nos impingem essa lorota de “Brasil, um país de todos”, quando sabemos que aos ricos cabem os favores e aos pobres os sacrifícios mais desumanos. Pobres, quando roubam, vão para a cadeia e os ricos lhes são dados até os “embargos infringentes”.

Por: Gilvan Rocha é militante socialista desde muito jovem. Em 2005 Participou como fundador do Partido Socialismo e Liberdade-Psol. É autor dos livros: “Vermelho Cor de Esperança”, “Bye, bye PT”, “Meio Século de Caminhada Socialista”, “Comunistas filhos da pátria”, e “1964: A grande derrota e outros textos pertinentes” lançado em 2010. Atualmente é membro do diretório estadual do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL. É presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos – CAEP. Escreve, sistematicamente no caderno Opinião, do jornal O Povo – CE, jornal Gazeta do Oeste, Mossoró e no Correio Cidadania, SP. Blog do Gilvan Rocha – E-mail: gilvanrocha50@yahoo.com.br
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