Violência sem limites: 1617 assassinatos no RN em 2013

Conselheiro atribui a ação desses grupos, o número cada vez mais crescente de de crimes de homicídios, com a marca de 1617 casos somente este ano

O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania, Marcos Dionísio denunciou em seu perfil em uma rede social a ação de grupos de extermínio na Região Metropolitana de Natal. O Conselheiro atribui a ação desses grupos, o numero cada vez mais crescente de crimes de homicídio, chegando, neste ano, a uma marca alarmante de 1617 assassinatos em todo o estado.

De acordo com Dionísio, São José de Mipibu, Macaíba, Parnamirim, Mossoró e Natal lideram o ranking das cidades mais violetas do estado com 35, 103, 124, 190 e 565 homicídios respectivamente, somente este ano. Macaíba é a cidade em situação mais alarmante, pois foi o município que mais cresceu em número de homicídios no ano.


Os números crescentes fizeram o governo implantar uma força tarefa que tinha como objetivo reduzir a violência constante em Macaíba. Contraditoriamente, do período em que o grupo foi implantado, em outro deste ano até esta semana já foram registrados mais 24 homicídios na cidade. “A força tarefa é mais uma ficção”, declarou.

Marcos Dionísio aponta ainda o crescimento de assassinatos entre mulheres, com registros em torno de 110 homicídios, além de outros grupos sociais como crianças, adolescentes e jovens. “Há um genocídio em curso contra esses grupos”, diz Dionísio.

Outra preocupação apresentada pelo coordenador dos direitos humanos é o movimento migratório que pode ser ocasionado com a chegada do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Segundo ele, o município tende a absorver a violência de cidades fronteiriças como Macaíba e Parnamirim. “Como preparar São Gonçalo para enfrentar a violência que a riqueza que passará pela cidade atrairá a partir do novo aeroporto, sem mais policiais”, questiona.

A não atualização do efetivo policial e a falta de estrutura das instituições que compõem a segurança pública do RN também estão entre as denuncias de Dionísio. Segundo ele o governo não tem convocado novos policiais civis formados e nem os remanescentes do último concurso da Polícia Militar. Recentemente o governo firmou um acordo com o Sinpol se comprometendo a convocar 20 policiais civis por mês. Segundo ele, o poder executivo já está devendo 60 convocações.

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