Política: voo das garças

O rio Mossoró além do curso principal tem mais duas valetas a leste da cidade logo ali próximo do Bairro dos Pintos, por sinal uma localidade bem arborizada com árvores frondosas as chamadas matas ciliares que significa vegetação ribeirinha que ocorre nas margens dos rios e riachos, muitas delas são de Algarobas mais um pouco no Rio de Baixo existe uma infinidades de Oiticicas que são árvores de caule grossos e galhos compridos que se entrelaçam  uma com as outras formando um extensão imensa onde as aves fazem delas a sua  morada. Numa dessas observamos uma aglomeração de garças em um só pé de Oiticica mais de uma visão extremamente bacana e bonito de se ver, apreciamos bem aquilo com atenção até dizer basta.            Por: Iram de Oliveira
Experiência
No dia seguinte achei legal aquela imagem voltei ao mesmo local e lá estavam da mesma forma que  a anteriormente deixamos paradinhas e fogosas as  tal garças, bem branquinhas coisa que pouca notava as folhas mas estava eu sozinho “mal intencionado”, uma olhada básica na redondeza, livre estava esse humilde escriba assim retirei do bolso da bermuda um rojão (bomba de são João) “brincadeira de criança” fiz o que desejava fazer, posicionei embaixo da frondosa árvore risquei na caixa e soltei buuummmm. Estrondoso o barulho foi, parece tiro de arma de fogo, afastei um pouco do local com o intuito de ver o visual, percebi que em torno de 70% do bando bateu asa e voo  e mais ou menos 30% ficaram, movimentos delas algumas levantou asas, tremeu, outras coçou-se, poucas então não fez movimento algum aparente e calminhas ficaram como se nada tivesse acontecido com elas enfim, deram pouca importância ao caso.
Dando meia volta peguei minha bicicleta Gorick das antigas ainda ‘chispei” na direção de casa distanciando do local um pouco curioso virei para trás percebi que parte das garças já estavam voltando aos poucos para onde tinha saído a pouco. No local existe poucas casas residenciais uma alguns metros das outras os moradores ficaram curiosos e colocavam a cabeça para fora das portas e janelas penso que estavam tentando entender o que se passava.
Segundo dia de experiência em primeiro instante percebi que nem todas a aves estava por lá tinha diminuído a quantidade de garças naquela árvore. Mas estava eu novamente com meu parceiro, o rojão em mãos, não pensei duas vezes no mesmo local risquei e buummmm, voaram mais quase todas o “medo foi maior do que a razão” para elas, dessa vez só ficaram plantada em cima dos galhos em torno de 20% da troça.
A experiência então foi repetida da mesma forma com rojão e tudo por mais três vezes, concluí que não mais necessitava prosseguir com aquele movimento porque não mais havia animais em abundância como antes naquela árvore.
Portanto, para fazer o diagnóstico com mais precisão seguimos o curso do rio abaixo em torno de 3 km na direção do rio do Carmo BR-110. É claro que não marcamos nenhuma delas até por que não tínhamos autorização para tanto, apenas baseado no rumo da revoada delas, visualizamos que, é que muitas garças estavam espalhadas por diversas árvores em pequenos grupos menores, entendemos que os bichinhos migraram para um outro habitat, com mais tranquilidade ou seja, um novo “estilo de vida”, para novos tempos.   
Política
Acreditamos que de maneira diferenciada, já que gente e aves a disparidades  diferentes evidentemente que não podemos confundir alho com bugalho, mais na ação em questão podemos sim comparar. Veja só, acreditamos que isso aconteça também com grupos políticos quando estão em evidência, digo, políticos fortes quando esses estão no poder absoluto – Governo, Município, território qualquer. O importante para muitos é ter poder, esses com absoluta certeza arrebanham uma legião de pessoas, grupos, doações R$, empresários, e tal em seu entorno dando apoio e ao mesmo tempo sendo beneficiado de alguma forma pelo chefe maior da cidade,  troca de favores etc. Mas como nada nesse mundo seja eterno pode sim acontecer algo uma “bomba” problema de força maior surgir sabe lá como e de onde e o “grande, império” pode cambalear e ruir. De maneira administrativa ou algo ocorrer sem explicação aparente sendo que, o que antes era espetacular para todos começa dar errado, desconfiados, a pirâmide construídas, no sucesso de outrora passa não mais interessar a tantos e os grupo começa a ser desfeito, a debandada de pessoas passa a ser inevitável   e cada vez mais o grupo ficará mais fragilizado é checado que  constado o problema do político que esteve por determinado período no auge hoje não mais, suas ações tornou-se absoleto até  por falta de reciclagem ou por um tal grupo opositor ter preparado  a cama de gato ou  se “fortificado”  mais do que o próprio.  
Para finalizar, não ficará por menos os aproveitadores começam a se agarrar em outros grupos em formação menores ou não, formando novos tentáculos até que surja uma facção ou facções  e assim, vai sendo novamente se fortificando ao ponto de se tornar bolha petrificada, evidentemente que não significa ser para sempre. É isso.
Por: iram de Oliveira, Geógrafo
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