Governo de Temer festeja prisão de Eike

Resultado de imagem para prisão d e eike fotosPorque desvia as atenções da delação da Odebrecht
Na semana em que terminam os recessos do Supremo Tribunal Federal e do Congresso, o Planalto está comemorando a prisão de Eike Batista e a manutenção do sigilo da delação da Odebrecht. A visão da cúpula do governo é de que a repercussão do rumoroso caso que envolve o empresário resulta positiva para o governo, porque desvia as atenções dos profissionais da mídia, que antes estavam concentrados na expectativa da homologação da delação premiada de Marcelo Odebrecht, de seu pai Emilio e dos setenta e cinco executivos da empreiteira, cujas revelações atingem diretamente o presidente Michel Temer, o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, os chamados caciques do PMDB e um número enorme de políticos da base aliada.
A nova estratégia do Planalto é tentar se descolar ao máximo do ex-governador peemedebista Sérgio Cabral, por se tratar de um esquema estadual de corrupção, sem ligações diretas com a cúpula do partido de Michel Temer.
E a avaliação é de que as revelações que Eike Batista deverá fazer em seus depoimentos, para conquistar a delação premiada, não atingirão o governo atual e serão devastadoras apenas no tocante às gestões petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff, que facilitaram o acesso de Eike aos cofres do BNDES, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, além de favorecer o empresário carioca em negociações com a Petrobrás e outros órgãos do governo federal.
EIKE VAI DELATAR – Na última entrevista antes de ser preso no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, concedida ao repórter Henrique Gomes Batista antes do embarque no aeroporto JFK, em Nova York, o empresário Eike Batista mostrou claramente como será sua linha de defesa no processo decorrente da Operação Eficiência, que apura suas ligações com o esquema de corrupção montado no Estado do Rio de Janeiro pelo então governador Sérgio Cabral.
Ficou claro que pretende reivindicar o direito à delação premiada. E suas declarações ao jornalista de O Globo indicam que não repetirá o erro de Marcelo Odebrecht, que relutou muito e até agora não apresentou à força-tarefa da Lava Jato os nomes verdadeiros dos políticos que recebiam propinas, pois as listagens apreendidas contêm apenas apelidos. O prazo dado à Odebrecht termina nesta terça-feira, dia 31. Se a relação dos nomes não for fornecida, nem adiantou a ministra Cármen Lúcia ter homologado a delação, porque fatalmente será anulada.
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