Prisões brasileiras

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De: Roberto Procópio de Lima Netto 

As prisões brasileiras estão dominadas por organizações criminosas, ligadas principalmente ao tráfico de drogas. O Estado não tem competência para reverter essa situação, e os chefes das organizações criminosas dirigem, de dentro das cadeias, o crime organizado.
A comunicação com o exterior é feita por telefone e por mensagens enviadas por familiares e advogados e, por mais que se usem bloqueadores de celulares e revistas periódicas, essa situação não mudará.
Você acha que um guarda penitenciário, por mais honesto que seja, pode se opor à entrada de armas e celulares no presídio? Se você fosse guarda penitenciário e se um preso ameaçasse matar seus filhos e sua família caso você não colaborasse, o que você faria, sabendo que o Estado não tem competência para proteger sua família? Pediria demissão? Arranjar um novo emprego é quase impossível nesta atual conjuntura econômica. Como você daria comida para seus filhos?
Não podemos esperar que um guarda penitenciário, ou mesmo um diretor de presídio, possa se opor aos bandidos que tem poder de matar suas famílias sem que o Estado possa protegê-la.
O filho de um amigo era juiz na Bahia. Estava com escolta da PM pois fora ameaçado de morte. Pediu demissão e se mudou para Portugal para começar uma vida nova do zero. Talvez se lembrasse do caso PC Farias, morto pelos próprios seguranças. Sua situação era diferente; ele tinha competência e passaporte português. Mesmo assim, teve que ralar muito para se colocar no mercado. Este não é o caso dos guardas penitenciários.
Nem o Brasil, nem o mundo vai conseguir controlar o uso de drogas. Aliás, o que se vê hoje é o crime como a principal fonte de corrupção da polícia e de alguns políticos.
Leis muito mais duras que proibissem as visitas de familiares e de advogados são politicamente inviáveis; somente o bloqueio de celulares também não resolveria o problema. A pena de morte, como em países asiáticos, é desumana e também politicamente inviável.
O mundo não vai conseguir evitar as drogas. Você certamente já ouviu falar da Lei Seca nos Estados Unidos, na década de 1920. Tentaram proibir, sem sucesso, o álcool, um dos maiores responsáveis por acidentes de trânsito. Mesmo com um mundo da não globalizado da época, fracassaram.
PROPOSTA
O que fazer? Do mesmo modo que os Estados Unidos não conseguiram proibir o álcool, o mundo vai ter que aceitar a droga. Mais uma droga, já que o álcool e o cigarro que matam e encarecem a assistência médica à população, estão legalizados.
Você não acha que a solução seria legalizar as drogas, começando pela maconha? Poderíamos taxar as drogas, e usar a receita para financiar clínicas especializadas para aqueles que quiserem se livrar do vício.
Teríamos algumas mortes por overdose e muito menos mortes por crimes. Sem repressão, as drogas vão ser baratas, e não será preciso roubar e matar para arranjar dinheiro para comprá-las.
O que você acha? Se tem alguma observação ou sugestão, favor enviar sua contribuição.
*Roberto Procópio de Lima Netto é escritor, foi deputado federal e é Roberto Lima Netto, Ph.D., Economic Systems Planning, pela Stanford University. Política Séria
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