Gente boa...

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por: Marisa Bueloni 
Quando eu crescer, quero ser igual à Madre Tereza de Calcutá. Apaixonei-me para sempre por esta religiosa que enfrentou o mundo e as autoridades eclesiásticas para ser quem foi, para construir o Reino aqui na terra, vivendo junto dos mais pobres entre os pobres.
Assisti, recentemente, ao filme de sua vida e foi algo arrebatador. Aquele fogo na alma nunca a fez desistir, mesmo diante de tantos obstáculos e incompreensões. Nada para si, nem dinheiro, nem honrarias ou glórias. Comparar sua humildade e sua pobreza com os políticos de hoje, tão indecentes, gananciosos, obscenos!…
Quando eu crescer, quero ser inspirada por pessoas como Mandela, Zilda Arns, Betinho, São Francisco de Assis, Martin Luther King, São Felipe Nery, Madre Cecília do Coração de Maria, e por pessoas como meus queridos pais que lutaram a vida inteira sem jamais se aposentar do trabalho, da doação, do serviço e do amor ao próximo.
Quando eu crescer, quero ser como a plantinha anônima de qualquer cerrado ou campina, de um abismo ou de um rochedo altíssimo, inalcançável e belo. Florescer, vicejar, oferecer as frágeis pétalas ao sol, ao sabor de cada hora, refrescada pelo vento, banhada pela chuva, cuidada por Aquele que vela por nós. Não valeis mais que passarinhos?
Quando eu crescer, quero aprender a Bondade, assim com B maiúsculo. Julgamos que somos bons. Não, não somos. Guardamos tanta má vontade e egoísmo em nosso íntimo! Temos de destruir estas montanhas de prepotência e de orgulho que nos enterram todos os dias. E sair para respirar o ar puro da manhã terapêutica.
Quando eu crescer, quero aprender a escrever direito. Sim, a gente pensa que sabe redigir um texto, mas falhamos aqui e ali e a sintaxe da vida nem sempre sai correta… Quando eu crescer, quero entender de Física Quântica e da mecânica do universo, fascínio eterno. Menina cientista, vasculhando o céu de fora e o céu interior, abismada com os mistérios da Criação.
Ah, quando eu crescer, se Deus me der esta graça, quero ser a Tirsa do Cântico dos Cânticos, ornada como as mulheres bíblicas, bela entre as belas, para as Núpcias do Cordeiro. A Noiva nas delícias eternas junto do Senhor, nosso Esposo incansável, Aquele que nos corteja sem cessar.
Quando eu crescer, quero ser como aquela estrela que vejo da minha janela, ao anoitecer. Deve ser a Alva que precede a Aurora. Ela me infunde uma esperança nova, um infinito sentimento de amor e de bondade. A estrela brilha distante, como distante está o meu coração. Quando eu crescer, quero voltar a ser a criança que fui um dia. Passa, passa, bom barqueiro, e leva contigo as mágoas dos anos e das saudades…
*Marisa Bueloni mora em Piracicaba, SP. Formada em Pedagogia e Orientação Educacional. É membro da Academia Piracicabana de Letras – marisabueloni@ig.com.br
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