Deputados da oposição critica o "distritão"

Resultado de imagem para deputado glauber braga fotosLíder do Psol, o deputado Glauber Braga (RJ), foi um dos primeiros a criticar a intenção de adiantar a votação do distritão. “Isso nada mais é do que uma tentativa de chantagem por alguns partidos da base do governo, indicando que só votam algumas das matérias que estão no conjunto da proposta se vierem a aprovar o distritão”, avaliou.

Braga disse que o modelo proposto, de eleição dos mais votados, impede a renovação. “Esse é o projeto da continuidade. Ele faz com que os deputados que já estão no exercício do mandato levem extrema vantagem", declarou.


O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) afirmou que a proposta enfraquece os partidos políticos. “Em vez de 20, 30 partidos, teremos aqui 513 partidos. Cada um, eleito apenas graças aos seus votos, não haverá mais fidelidade partidária e muito menos o compromisso com os ideais”, disse.

A governabilidade, na avaliação do deputado Henrique Fontana (PT-RS), será comprometida no sistema do "distritão". “É anarquia política total porque serão 513 partidos sentados aqui neste Parlamento, então ninguém mais governa se o 'distritão' for aprovado”, afirmou.
Autor da emenda para instaurar o "distritão", o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) disse que a definição do sistema eleitoral precisa vir antes. “O resto depende do sistema eleitoral”, disse.
Miro Teixeira defendeu a inovação. “O sistema majoritário não vai deixar os partidos ao relento, ao contrário, os partidos vão buscar nomes relevantes nas comunidades para lançar como candidatos”, afirmou.
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