Por: Carla Kleefft
É assim que a eleição presidencial de 2014 começa a se apresentar, o que, provavelmente, vai despertar no eleitorado uma grande apatia. Ninguém quer mais do mesmo, assim como ninguém pretende mudar um time que está vencendo. A novidade sempre é bem-vinda, mas parece ainda não ter sido descoberta pela candidata que tenta a reeleição, Dilma Rousseff, nem por seus adversários já colocados, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). A possibilidade de outros candidatos com viabilidade eleitoral é muito pequena, para não dizer nula.
Assim, é possÃvel vislumbrar duas hipóteses. A primeira é a mais óbvia: é o reconhecimento de que o paÃs caminha pela trilha certa, e os lÃderes polÃticos já estariam convencidos de que nenhuma mudança de rumo seria aconselhável. Uma outra hipótese seria a incapacidade de as atuais lideranças enxergarem alternativas para plataformas diferentes do que já está sendo proposto e com chance de conquistar o eleitor. Nesse caso, seria mais incompetência e comodismo do que falta de alternativas, e o paÃs correria o risco de ficar prejudicado.
TRANQUILIDADE RELATIVA
É necessário pensar a situação na qual se encontra o paÃs para tentar verificar qual dos dois cenários é mais real. O Brasil ainda vive uma situação financeira de relativa tranquilidade. A inflação está aÃ, mas longe de ser aquele dragão ameaçador das décadas de 70 e 80. O emprego sofre algumas quedas momentâneas, mas jamais, desde o perÃodo da redemocratização, o nÃvel de empregabilidade foi tão alto. As condições sociais do paÃs, embora ainda sejam precárias para uma grande parcela da sociedade, apresentam avanços impossÃveis de ser ignorados. Uma nova classe social está sendo formada, com carteira assinada e capacidade de consumo. A miséria, em sua condição mais absoluta, tem sido reduzida. Os programas de transferência de renda realmente mostram resultados.
Diante desses dados, que não são novos, é possÃvel concluir que o caminho está certo mesmo e, por isso, não haverá novidades. Pode ser mesmo, mas, se assim for, se torna urgente que os candidatos comecem a mostrar algumas soluções para que o paÃs possa continuar caminhando. Como resolver o problema de falta de infraestrutura e logÃstica? Como continuar alimentando o consumo interno sem implementação de novos investimentos e mais empregos? Como resolver questões como segurança e mobilidade social? Quem responder deve levar.
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