O editor, que trafegava pelo local ontem a tarde, colaborou com os professores-mendigos e deu sua esmola, uma cédula de R$ 10,00. Na abordagem aos motoristas, o papel entregue pelos professores dizia:
– Eu quero trabalhar, mas Sartori não quer deixar.
Professores como Luciana Regina Hoffmeister, também do Emílio Massot, como contou hoje o site Sul21, avisou em sala de aula que teria de parar as aulas até o salário ser depositado. Ela usa quatro ônibus todos os dias para ir da sua casa, no Jardim Vila Nova, até a Cidade Baixa, onde leciona.
A ideia dos professores do Emílio Massot é repetir as ações de pedágio e levá-la a outras escolas. Os professores também planejam uma ação coletiva de registro de boletins de ocorrência, sugerido pelo Cpers, que vem sendo adotada em outras escolas do Estado.
*de: Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em Santa Catarina, foi para o Rio Grande do Sul aos 20 anos.
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