Aluno de universidade faz denúncia sobre lotação em sala de aula

Um aluno do curso de medicina da Unigranrio, sediada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que preferiu não se identificar, denunciou ao DIA que a unidade de ensino vem sofrendo com aglomerações e falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), em meio a pandemia do coronavírus. Além disso, ele relata que há casos de pessoas infectadas na faculdade. 

"A faculdade mandou um e-mail para todos os cursos dizendo que iríamos retornar de maneira presencial e obrigatória. Quem não se sentisse a vontade com o retorno, poderia solicitar um "acompanhamento especial", que a pessoa recebe as matérias impressas e acompanha a aula de casa. Achamos [alunos] isso um absurdo e nos juntamos com o Centro Acadêmico de Medicina para nos ajudar. Mandamos vários e-mails para a faculdade e pedimos reuniões."

O estudante diz ainda que durante uma das reuniões, com a pró-reitora, os alunos relataram que não se sentiam confortáveis para retornarem ao local. 

O jovem denuncia que após o encontro com os responsáveis, foi prometido que a faculdade seguiria as normas sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas que isso não aconteceu.

"As salas ficam lotadas. Tem umas com 50, 60 alunos. Como eu sou do grupo de risco, pedi para ficar de casa, assim como várias pessoas da minha sala. Só que tem dois fatores que nos prejudicam: Não há estrutura nenhuma para os professores fazerem as aulas online. Eles estão usando o próprio Notebook e caixas de som. E isso acaba nos atrasando de certa forma."

O aluno disse ainda que quem optou por ir presencialmente, também está reclamando. "Para comportar as aulas presenciais de um jeito seguro, tem que ser feita uma divisão. Nossa turma conta com 100 pessoas e é subdivida: 25 pessoas espalhadas em quatro salas, porém, isso não acontece em outros cursos."

O Dia

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