Depois de rejeitar o nome da médica Ludhmila Hajjar para o Ministério da Saúde, o presidente Bolsonaro (sem partido) decidiu pelo cardiologista Marcelo Queiroga, indicação de seu filho e senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Porém, a maneira como se deram as conversas com Hajjar irritou o Centrão.
De acordo com levantamento do Estado de S. Paulo, ao decidir por Queiroga o presidente Bolsonaro optou por se isolar. Segundo o jornal, que conversou com um deputado influente do chamado centrão, o “presidente terá que acertar na seleção do seu quarto ministro da Saúde porque, caso seja necessário fazer uma nova troca, o país não vai parar para discutir quem será o quinto, mas sim o próximo presidente da República”.
O clima piorou depois que a médica Ludhmila Hajjar revelou os bastidores de suas duas conversas com o presidente Bolsonaro e as ameaças que estava sofrendo de grupos bolsonaristas.
O presidente da Câmara, Arthur Lira, defendia a nomeação da cardiologista Ludhmila Hajjar. Para Lira, a médica tinha a capacidade técnica e de diálogo político com os inúmeros entes federativos e instâncias técnicas.
Novo ministro da Saúde descarta lockdown
O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou em entrevista à CNN Brasil que a política de lockdown só deve ser aplicada em situações extremas e que não podem ser “políticas de governo”. Queiroga também declarou que não existe terapia contra o coronavírus, mas, defendeu que os médicos tenham “autonomia para prescrever”.
No último domingo (14), antes de ser confirmado como o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga disse à Folha que a cloroquina não faz parte de sua estratégia de combate à pandemia.
Revista Forum

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