Motivo de controvérsia, o projeto de regulamentação do
chamado homeschooling,
que é quando os pais assumem a educação escolar dos filhos, está prestes a
avançar no Congresso
Nacional. Parada desde dezembro de 2019, a proposta deve voltar a tramitar
com a escolha da relatora, a deputada Luísa Canziani. A expectativa do governo
é aprovar a proposta, listada entre as prioridades do ano pelo governo Bolsonaro. Famílias com
estilos de vida alternativos e principalmente de classe média, com acesso pleno
à internet, e grupos mais conservadores, sobretudo religiosos, apoiam a
modalidade.
O presidente da Associação Brasileira de Ensino à Distância,
Fredric Litto, defende o ensino domiciliar e
acredita que os deputados vão analisar o projeto com um novo olhar, após a
experiência de ensino híbrido implementada durante a pandemia. “A própria oposição
nas faculdades de educação e universidades públicas e privadas contra o
homeschooling vai diminuir, porque eles vão ter um ano, dois anos ou talvez
três anos de experiência principalmente positiva. O projeto de lei diz que
famílias poderão optar pela modalidade se registrando em uma plataforma do governo
federal apresentando plano pedagógico individual, proposto pelos pais ou pelos
responsáveis legais. Os estudantes, nesse modelo, seriam avaliados anualmente,
com a possibilidade de uma prova de recuperação.
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