
Ao longo das últimas décadas, a discussão sobre a velhice e o envelhecimento deixou de se limitar à perda de capacidades físicas e passou a incluir criatividade, propósito, participação social e valores humanos, compreendendo a velhice como fase fértil em que corpo, mente, história, cultura, afetos e sociedade se entrelaçam na perspectiva do pensamento complexo de Edgar Morin.
O que é envelhecer com criatividade e rebeldia
Na velhice, criatividade significa reorganizar a rotina, aprender algo novo, rever crenças e manter presença ativa na vida pública. A rebeldia aparece como recusa à invisibilidade e ao conformismo, afirmando o direito de continuar participando da vida social e intelectual.
Nessa chave moriniana, a pessoa idosa reconhece em si “todas as idades” vividas e assume-se como sujeito capaz de se reformar continuamente.
Aceita a vulnerabilidade, mas não renuncia ao desejo de conhecer, amar, criar e intervir no mundo, resistindo à redução da velhice à doença ou à passividade.
Como o projeto de vida fortalece o propósito na velhice
Pesquisas em longevidade indicam que ter um projeto de vida — ainda que simples — está associado a maior bem-estar psicológico e melhor saúde.
Ao longo das últimas décadas, a discussão sobre a velhice e o envelhecimento deixou de se limitar à perda de capacidades físicas e passou a incluir criatividade, propósito, participação social e valores humanos, compreendendo a velhice como fase fértil em que corpo, mente, história, cultura, afetos e sociedade se entrelaçam na perspectiva do pensamento complexo de Edgar Morin.
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