INSS vai ressarcir aposentados que pegaram empréstimo em alguns bancos


 Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que contrataram empréstimos consignados com o Banco Master poderão ter os valores descontados devolvidos. A medida ocorre após o órgão identificar irregularidades em cerca de 254 mil operações de crédito, que somam mais de R$ 2 bilhões, e suspender os repasses à instituição financeira, hoje em processo de liquidação.

Os recursos bloqueados correspondem a valores que seriam repassados mensalmente ao Banco Master por meio de descontos diretos nos benefícios previdenciários. Segundo o INSS, a decisão foi tomada após o banco não conseguir comprovar a veracidade dos contratos firmados com aposentados e pensionistas.

O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que a documentação enviada pela instituição apresentava falhas. “Os documentos encaminhados tinham dados insuficientes para comprovar a assinatura e a validade dos contratos”, explicou.

Diante das irregularidades e do volume de reclamações recebidas, o INSS proibiu o Banco Master de realizar novas operações de crédito consignado. A restrição está em vigor desde setembro de 2025.

Liquidação do banco e possível devolução do dinheiro

Com a liquidação do Banco Master, oficializada em novembro, o INSS passou a tratar o caso diretamente com o liquidante da instituição. Uma reunião está prevista para esta segunda-feira (19) para discutir a comprovação dos contratos.

Caso não haja confirmação da legalidade das operações, o órgão garante que os valores retidos serão devolvidos aos beneficiários. “Não comprovando a assinatura e a veracidade daquele contrato, o INSS vai cancelar o crédito consignado e o valor que foi retido volta ao bolso dos nossos aposentados”, declarou Gilberto Waller Júnior.

Em outubro, o INSS já havia anunciado que não renovaria o Acordo de Cooperação Técnica que permitia ao Banco Master ofertar crédito consignado a aposentados e pensionistas. A decisão reforçou o bloqueio e abriu caminho para a revisão dos contratos considerados suspeitos.

Fonte: Diário do Comércio

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