Em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, o economista Paulo Nogueira Batista Jr. analisou o agravamento da ofensiva dos Estados Unidos na América Latina e afirmou que o Brasil “não é o alvo imediato, mas está na mira” do presidente Donald Trump. A conversa, conduzida por Leonardo Attuch, também abordou o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, a escalada do imperialismo, o uso de deep fakes como arma política e o cenário eleitoral brasileiro de 2026.
O economista avaliou que a América do Sul vinha sendo tratada como “zona de paz”, mas que a ação contra a Venezuela muda o patamar do conflito regional. “Fica claro para mim que com essa ação na Venezuela… os Estados Unidos têm outros planos pra América do Sul que não passam necessariamente pela paz”, disse.
Paulo também afirmou que a intervenção foi antecipada pela Estratégia de Segurança Nacional divulgada no início de dezembro, documento em que, segundo ele, o “hemisfério ocidental” — incluindo toda a América Latina — é tratado como área onde os EUA buscam assegurar sua “preeminência”. “Essa foi a palavra usada repetidamente… quando o documento se referiu ao hemisfério ocidental”, destacou.
O Brasil não está fora da mira”
Embora Paulo não veja intervenção militar direta no Brasil como algo “no horizonte visível”, ele afirma que Washington tende a atuar por meios políticos e informacionais, buscando derrotar governos que representem algum grau de resistência. “No caso do Brasil… o que os americanos vão tentar?… derrotar o Lula nas eleições de outubro”, afirmou, ao projetar a disputa de 2026 como alvo prioritário.
Foi nesse ponto que ele sintetizou o alerta central da entrevista: “O governo Lula não é tolo, nem vai pensar que nós estamos fora da mira, ainda que nós não sejamos o alvo imediato da ofensiva americana no hemisfério ocidental.”
Para o economista, a pressão sobre o Brasil pode se intensificar por diversas vias: plataformas digitais, big techs, campanha política, guerra de informação e interferência internacional. Ele citou diretamente a força dessas empresas no cenário geopolítico: “Essas plataformas… são poderosíssimas, as bigtechs, elas vão ficar do lado da direita brasileira.”

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