O jornalista Leonardo Attuch, editor-responsável pelo Brasil 247, afirmou que o antipetismo se consolidou como um elemento central da política brasileira na última década e que esse movimento foi determinante para o avanço da extrema direita no país. Segundo ele, a disseminação desse discurso ajudou a criar um ambiente de radicalização que, mais tarde, desembocou no bolsonarismo. A avaliação foi apresentada pelo jornalista em entrevista ao podcast Conversar, comandado por José Márcio Rego e Luiz Gornstein, em episódio publicado no YouTube.
Durante a conversa, Attuch disse que o antipetismo ultrapassou o campo da disputa eleitoral e se transformou em um mecanismo permanente de mobilização política. “Eu vejo o antipetismo como a raiz de todos os males que a gente viveu nos últimos anos. Na minha opinião, foi a origem do fascismo brasileiro”, declarou.
Serra, Dilma e o início de um ciclo de radicalização
Ao analisar o processo de formação desse ambiente, Attuch afirmou que parte do discurso antipetista ganhou forma na eleição presidencial de 2010, quando José Serra disputou o Planalto contra Dilma Rousseff. “O Bolsonaro, na minha visão, é quase uma consequência da eleição de 2010, quando o Serra disputou com a Dilma”, disse.
Na sequência, ele apontou que aquele período já apresentava sinais de um debate político marcado por ataques e narrativas mobilizadoras. “Quando o Serra disputou contra a Dilma, ele já introduziu esses elementos do antipetismo”, afirmou. Attuch também mencionou o surgimento de pautas de costumes como instrumento de disputa política: “Você tinha essa história de kit gay, já estava nascendo ali essa coisa dos costumes”.
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