A influenciadora potiguar Milla Lemos publicou um vídeo em que comenta gírias nordestinas e relata diferenças de uso das expressões em São Paulo. O conteúdo reúne exemplos de palavras e situações em que os termos geram estranhamento fora da região.

No conteúdo, são citadas palavras e expressões comuns no cotidiano nordestino, como “bufo”, “mulher”, “pronto”, “frescar”, “rachar”, “cigrear”, “vale”, “bater sola”, “macho”, “boy” e “cheiro”. As falas mostram situações em que esses termos não são compreendidos ou têm uso diferente fora da região.
A expressão “mulher”, por exemplo, aparece como forma de iniciar frases. “A mais clássica da série é esse, Mulher. Não, porque Mulher é começo de frase, tipo, pra fixo, assim. Ah, Mulher, não sei o quê”, diz um dos trechos. Em outro momento, o vídeo aponta que o uso pode causar estranhamento: “e aí o povo daqui às vezes acha que é quase uma ofensa”.
O termo “pronto” também é citado como parte da comunicação cotidiana. “Tem uma coisa também que é clássica e que eu fiquei chocada que não se fala aqui, que é, tipo, pronto”, afirma.
Outras expressões aparecem associadas a ações do dia a dia. “Nada substitui frescar”, diz o vídeo. Já “rachar” é usado no contexto de dividir despesas: “Ai, meu namorado foi rachar a mesa inteira”. Sobre “bater sola”, a explicação é: “Ah, bater sola. Fazer nada? É, tipo, conversar, besteira”.
O conteúdo também apresenta termos usados em interações informais, como “macho”, “boy” e “cheiro”, além de “vale”, citado como alternativa a palavrões. “Vale é prazeroso, você falou que vale é sair tão genuíno assim”, diz outro trecho.
O vídeo ainda aborda diferenças no uso das expressões entre cidades como Natal e Fortaleza, indicando variações dentro da própria região.
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