“Quebra de patente do Mounjaro é bem de saúde pública”, diz deputado

Autor de projeto para baratear canetas emagrecedoras defende que o Brasil precisa enfrentar altos preços.

 

O deputado Mário Heringer  (PDT-MG) rejeitou a hipótese de que a quebra de patente dos medicamentos à base de tirzepatida, como o Mounjaro e o Zepbound, traz insegurança jurídica ao setor. Em entrevista ao Congresso em Foco , o parlamentar defendeu que a  preocupação central deve ser a saúde pública e sustenta que o Brasil precisa enfrentar o alto preço desses medicamentos com mais firmeza.

Heringer é autora do projeto de lei 68/2026 , responsável por tornar esses medicamentos matéria de interesse público. A medida, que atualmente tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, busca reduzir o preço das chamadas canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes.

Em média, uma caixa com quatro canetas, o equivalente a um mês de tratamento, custa entre R$ 1.400 e R$ 2.400. O parlamentar sustenta que o Brasil, por ser um dos maiores mercados consumidores do mundo, é alvo de preços abusivos que visam explorar os consumidores.

Na avaliação do deputado, que também é médico, a quebra de patente significa também avanço na ciência nacional, porque permite que os laboratórios brasileiros estudem a composição do medicamento e avancem em novas tecnologias.

"Não estou preocupado com a segurança jurídica, estou preocupado com a segurança da saúde do povo brasileiro. Com a quebra de patente, a nossa ciência avança 20 anos e permite que a gente estude a partir de agora. Não temos que ficar esperando."

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