Tanque com combustível pode ter sido danificado ao cair no mar ou implodido durante sua descida até o fundo do oceano
O incidente aconteceu em janeiro. Sete contêineres estavam posicionados a alguns metros da borda da plataforma de gelo Ekström, um deles com um tanque com diesel do ártico, à espera da chegada do navio cargueiro, prevista para 18 de janeiro. No entanto, naquela semana, uma tempestade com rajadas de vento de até 130 km/h atingiu a região. Pouco depois, a equipe descobriu que “um iceberg medindo aproximadamente 500 metros por 300 metros havia se desprendido e estava à deriva no Mar de Weddell com os contêineres a bordo”, afirma o relatório.
O quebra-gelo alemão RV Polarstern, também operado pela AWI, encontrou o bloco de gelo a cerca de 140 quilômetros de seu local de origem.
Glaciologistas identificaram que o iceberg possuía pontos estáveis que permitiriam salvar os contêineres, e cerca de uma tonelada de material foi recuperada. No entanto, o risco de o iceberg se desprender aumentou e tornou impossível “garantir a segurança de mais cargas sem colocar vidas humanas em perigo”, aponta o relatório. Assim, a operação foi interrompida no final de janeiro.
O bloco de gelo, no entanto, continuou sendo monitorado por satélite. Seu último avistamento foi em 22 de fevereiro, mas depois desapareceu. A hipótese é de que ele tenha se partido logo em seguida a esse registro e, com isso, fez com que os contêineres restantes caíssem e afundassem no mar.
Segundo o relatório, parte desses contêineres continha materiais e resíduos da estação que teriam um “impacto direto mínimo no ecossistema”. Por outro lado, aquele que guardava diesel do ártico teria consequências mais delicadas. Segundo os pesquisadores alemães, “o tanque pode ter sido danificado durante a queda no mar ou implodido durante sua descida até o fundo do oceano”.
“Em ambos os casos, haverá vazamento de diesel”, afirma o relatório. O diesel do ártico ou polar é mais leve e volátil do que os combustíveis pesados, podendo evaporar mais rapidamente. Porém, as baixas temperaturas da Antártida retardam a degradação bacteriana na água e no gelo marinho, aumentando o risco de o combustível permanecer no ecossistema por um período prolongado.
“O impacto real no ecossistema depende em grande parte das condições locais e, portanto, não pode ser quantificado com precisão”, conclui o documento.
Fonte: MSN
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