Carolina Arruda, jovem que convive com neuralgia do trigêmeo, condição neurológica conhecida como “a pior dor do mundo”, registrou um boletim de ocorrência após denunciar perseguição virtual, ameaças e crimes contra a honra nas redes sociais. O caso foi registrado na 24ª Delegacia da Polícia Civil de Bambuí, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e segue sob investigação. Segundo a Polícia Civil, Carolina relatou ser alvo de comentários maliciosos, perfis falsos e divulgação de informações pessoais e íntimas na internet.
No boletim, Carolina afirmou que um seguidor publicou mensagens para difamar sua imagem. Ela apresentou prints com datas, horários, perfil usado e comentários atribuídos ao suspeito. Após bloquear o usuário, a jovem disse que ele passou a usar perfis falsos para continuar a perseguição. Segundo o registro, depois de expor a situação publicamente, ela também recebeu ameaças. O documento informa ainda que a mãe do suspeito entrou em contato com uma seguidora da ONG fundada por Carolina e relatou que o filho teria problemas psiquiátricos, dependência química e interesse em ter acesso à medicação usada pela vítima.

De acordo com os prints apresentados por Carolina, o suspeito dizia acompanhá-la havia mais de dois anos e afirmava que ela “faz parte da rotina” dele, mesmo sem contato direto. As mensagens indicam monitoramento da rotina, do tratamento médico, da atuação pública e de aspectos pessoais da jovem. Carolina, de 28 anos, voltou há dois meses a Bambuí para concluir a graduação em medicina veterinária no Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), interrompida desde 2023 após o agravamento da doença.
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