Existe um receio fundamentado de que figuras políticas envolvidas em escândalos de corrupção — como o caso das "rachadinhas" — busquem desmantelar programas de transferência de renda, a exemplo do Bolsa Família. A lógica por trás dessa estratégia seria perversa: ao retirar o sustento básico das camadas mais vulneráveis, cria-se um exército de reserva desesperado, forçando o trabalhador a aceitar serviços braçais exaustivos sob condições de exploração para garantir a sobrevivência.
No entanto, essa visão curta dos setores que buscam o lucro imediato ignora a inevitável "Lei do Retorno". Quando se precariza a vida do próximo para benefício próprio, o sistema inteiro adoece. A miséria gera instabilidade social, queda no consumo e violência, provando que o erro cometido contra a base da pirâmide acaba, inevitavelmente, atingindo o topo.
Em última análise, tudo o que é feito contra a dignidade humana se volta contra a própria sociedade. O que hoje parece uma "oportunidade" de exploração, amanhã se manifesta como uma crise que não poupa ninguém.
Foto: Ilustrativa
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