Treino em casa funciona? Deborah Secco reacende debate e especialistas respondem

Educadoras físicas apontam que praticidade impulsiona a adesão aos exercícios online

 


Ao revelar em entrevista ao canal de Maya Massafera que mantém a forma física treinando em casa com o auxílio de halteres e minibands, Deborah Secco reacendeu uma discussão que vem ganhando cada vez mais espaço no universo fitness: afinal, é possível alcançar bons resultados sem frequentar uma academia tradicional?

Para especialistas, a resposta é sim, e o crescimento das plataformas de treino online nos últimos anos ajuda a explicar essa mudança de percepção. Mais do que uma solução temporária ou uma alternativa para quem não consegue ir à academia, os exercícios realizados em casa passaram a fazer parte da rotina de pessoas que buscam saúde, condicionamento físico e resultados reais.

“Ela está confirmando uma mudança que eu acompanho há anos na prática. A mulher que tem resultado hoje não é necessariamente a que passa horas na academia. É a que encontrou uma forma de se mover que cabe na vida dela de verdade. A academia em casa deixou de ser segunda opção. Para muita mulher, ela é simplesmente a que funciona”, afirma Raphaela Brazilian, educadora física e cofundadora da BOOM Fit Club.

Segundo a especialista, a falta de tempo tem sido um dos principais fatores para a procura por modalidades mais flexíveis. A possibilidade de treinar em diferentes horários, sem deslocamentos e com acompanhamento profissional à distância, tem contribuído para que mais pessoas consigam manter uma rotina consistente de exercícios.

“Famosas como Rachel Apollonio, Bruna Griphao, Mari Gonzalez e Jade Picon fazem isso na BOOM. São mulheres com agendas que não param e que descobriram que um treino ao vivo, em casa, entrega o mesmo resultado. A rotina não espera. O treino aprende a se encaixar nela”, diz.

A mudança também tem ajudado a derrubar um dos principais preconceitos relacionados ao treino doméstico: a ideia de que ele seria menos eficiente do que os exercícios realizados em academias.

Para Gabriela Bahia, educadora física e fundadora da Crew, comunidade de treinos que reúne mais de 95 mil mulheres, o local onde a atividade é realizada tem menos impacto nos resultados do que a qualidade do método adotado.

“A teoria de que treino em casa não funciona não faz sentido nenhum. Tenho muita propriedade para falar sobre isso porque, dentro da Crew, onde a maioria das mulheres treina em casa, vemos excelentes resultados. O ponto principal não é onde você treina, mas como você treina e qual treino você faz”, afirma.

Segundo Gabriela, muitos dos exercícios mais eficientes para ganho de força e melhora da composição corporal podem ser executados com poucos recursos, utilizando pesos livres, acessórios simples ou até mesmo o próprio peso do corpo.

“Os exercícios mais eficientes são, na maioria das vezes, com peso livre e movimentos multiarticulares, e isso você consegue fazer perfeitamente em casa, com o peso do corpo, halteres, caneleiras ou equipamentos simples. Dá para treinar bíceps, costas, glúteos, pernas, abdômen… tudo. O que define o resultado é a estrutura do treino, a execução e a consistência”, explica.

Na avaliação das especialistas, o avanço das plataformas digitais e das comunidades online tem consolidado uma nova lógica no mercado fitness: a de que a regularidade da prática importa mais do que o ambiente em que ela acontece.

Nesse cenário, o treino em casa deixa de ser visto como um plano B e passa a ocupar um espaço definitivo na rotina de quem busca resultados sustentáveis a longo prazo.

R7

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