Amor Digital ou Infidelidade? O que os Brasileiros Realmente Pensam sobre Relações Íntimas com IA

 


Uma pesquisa encomendada pelo Gleeden aponta que 51,2% dos entrevistados não consideram o uso de inteligência artificial para fins eróticos ou sexuais uma forma de traição. Outros 29% classificam a prática como uma “zona cinzenta”, enquanto 19,8% entendem o comportamento como infidelidade.

O levantamento, com 1.271 participantes — 78% mulheres e predominância de pessoas entre 26 e 35 anos — também indica que 48,5% já se sentem confortáveis para se abrir emocionalmente com sistemas de IA, sendo 18,6% de forma direta e 29,9% ocasionalmente. Para Thais Plaza, sexóloga e terapeuta sexual e porta-voz da Gleeden no Brasil, a ausência de julgamentos, a sensação de segurança e o anonimato ajudam a explicar o resultado. “Esses números revelam um ponto central: a tecnologia não elimina conflitos — ela cria novas formas de negociação dentro dos relacionamentos”, afirma.

No campo erótico, 68,8% dos participantes disseram nunca ter usado IA com essa finalidade, mas 53,8% afirmaram que poderiam recorrer ao recurso no futuro — 23,2% com certeza e 30,6% talvez. A privacidade total apareceu como o principal atrativo, citada por 32,4%, seguida por ausência de julgamentos (19,7%), personalização das experiências (18,7%), variedade de possibilidades (16,9%) e disponibilidade permanente (12,3%).

A pesquisa também perguntou como os entrevistados lidariam com o tema dentro de um relacionamento: 49,7% contariam ao parceiro caso usassem IA para experiências íntimas, 33,9% disseram que dependeria da situação e 16,4% manteriam a informação em segredo. “A IA está se tornando um ambiente emocional seguro. A tecnologia não está substituindo o parceiro. Ela está ocupando o espaço onde faltam escuta, segurança e ausência de julgamento”, diz Thais.

Fonte: DCM

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