Pesquisadores analisaram, por um ano, dados de mais de 30 mil pacientes
Conviver com um gato dentro de casa não piora os sintomas de asma, mesmo entre pessoas alérgicas ao animal. É o que aponta um novo estudo sueco publicado pela revista Frontiers in Allergy, que não encontrou evidências de que a presença do felino esteja associada ao agravamento da doença respiratória.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram, por um ano, dados de mais de 30 mil pacientes com asma e compararam a frequência e a intensidade dos sintomas entre pessoas que viviam com gatos e aquelas que não o tinham. Os resultados mostraram que a convivência com os felinos não esteve ligada ao aumento de crises, piora da função pulmonar ou necessidade maior de tratamento.
Além disso, os alérgenos dos gatos circulam muito além das residências onde os animais vivem, podendo aderir a roupas, mochilas e outros objetos, sendo transportadas para escolas, meios de transporte e diversos ambientes compartilhados. Assim, mesmo crianças que nunca tiveram contato direto com um gato acabam expostas.
O estudo também destaca que a relação entre gatos e asma é mais complexa do que se imaginava. Embora algumas pessoas tenham alergia comprovada aos alérgenos produzidos pelos felinos e possam apresentar sintomas após a exposição, isso não ocorre com todos os pacientes asmáticos. A evolução da doença depende de diversos fatores, incluindo predisposição genética, infecções respiratórias, poluição do ar, exposição a outros alérgenos e a resposta individual de cada organismo.
Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a conclusão não elimina a possibilidade de algumas pessoas apresentarem alergia específica aos felinos. Nesses casos, a avaliação médica individual continua sendo essencial para definir a melhor forma de controlar os sintomas.
R7
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