O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) representa o maior risco de acidentes com animais peçonhentos no Brasil. A espécie se reproduz sem macho, adaptou-se ao ambiente urbano e ocorre em quase todas as regiões do país. Também preocupam o escorpião-marrom (Tityus bahiensis), o escorpião-amarelo-do-Nordeste (Tityus stigmurus) e o escorpião-preto-da-Amazônia (Tityus obscurus).
Carapaças deixadas em cantos úmidos e escondidos podem indicar a presença desses animais, que têm hábito noturno. Filhotes também acendem o alerta para um ninho ativo: uma fêmea de Tityus serrulatus pode gerar de 20 a 25 filhotes por ninhada, duas vezes por ano, informa a Unesp. Baratas e outros insetos rasteiros favorecem a instalação dos escorpiões, assim como entulho, pilhas de madeira, ralos e frestas.
Para reduzir o risco, a recomendação é manter quintais e jardins livres de folhas secas e materiais acumulados, vedar ralos, portas e rodapés e sacudir roupas, toalhas e sapatos antes de usá-los. Pesticidas não são indicados, pois podem espalhar os animais e elevar o risco de acidentes. Em caso de picada, lave o local com água e sabão e procure atendimento médico imediatamente; o SUS oferece soro antiescorpiônico para casos moderados ou graves.
Fonte: DCM
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