Um artigo científico apontou que o registro das inversões dos polos magnéticos da Terra está incompleto. A análise indica que algumas trocas entre norte e sul magnéticos não foram identificadas ao longo do tempo geológico.
A pesquisa, publicada na revista Geophysical Research Letters, indicou que o número real de inversões pode ser maior do que o atualmente aceito. Os polos magnéticos já trocaram posições várias vezes.
Desde a formação do planeta, os polos magnéticos já se inverteram diversas vezes. Em vários períodos, o atual polo norte magnético ocupou a posição do sul, e vice-versa. Essas mudanças não seguem intervalos regulares.
Para investigar falhas no registro geológico, os pesquisadores aplicaram uma técnica estatística chamada estimativa adaptativa de densidade de kernel. O método permite detectar padrões que não aparecem de forma evidente nas análises tradicionais. O objetivo foi identificar possíveis inversões ignoradas nas cronologias existentes.
As principais evidências dessas mudanças vêm de rochas vulcânicas ricas em ferro. Nas dorsais meso-oceânicas, esse processo forma faixas alternadas, conhecidas como “listras de zebra”, que registram períodos de polaridade normal e invertida.
Os autores defendem a hipótese de que as inversões estejam ligadas ao fluxo de calor na fronteira entre o núcleo e o manto terrestre. Embora os resultados ainda sejam preliminares, o estudo oferece direções claras para futuras pesquisas. O objetivo é reconstruir com maior precisão a história magnética da Terra. Leia na íntegra
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