Temer usa a seca do sertão nosdestino como moeda de troca na eleição para se firmar no poder

Resultado de imagem para temer fotosO DNOCS já provou sua incompetência no Rio Grande do Norte quando não conseguiu dar contas de obras como, por exemplo, a adutora de “engate rápido” – ahn? – de Currais Novos.
Há tempos…e nada.

Agora o presidente Michel Temer, por uma questão política, para agradar o PMDB, repassa obras de combate aos efeitos da seca dos governadores do Nordeste, para o DNOCS.

Desacelera ainda mais o que já vinha sendo tocado a passos de tartaruga.
E em tempos de muita seca, de reservatórios secando a passos largos, caberá aos municípios bater as portas do DNOCS.

DNOCS do PMDB do presidente Michel Temer, que no Rio Grande do Norte sempre foi comandado pelo ex-deputado e ex-ministro Henrique Alves, adversário ferrenho do governador Robinson Faria.

Hoje quem assina pelo DNOCS, desde a promessa da adutora de “engate rápido”, é José Eduardo Alves, sobrinho de Henrique.

Antes era o ex-deputado Elias Fernandes, também nome de Henrique.

Agindo assim, o PMDB do presidente Michel Temer tenta usar a questão da seca mais uma vez como moeda de troca, em troca de votos.
Como acontece há anos no Nordeste, onde nunca interessou muito aos políticos a solução para problemas causados pela seca.
Quanto mais seca a região, mais promessas descabidad e mais cheio o pacote de votos.
Preguiça desse tema…

O presidente Temer entregou a questão mais urgente no Nordeste, ao partido mais adversário em quase todos os estados.
Ou para não resolver ou para faturar politicamente.

Do Estadão de hoje: via: Thaísa Galvão

Temer transfere ao PMDB uso de verbas contra a seca

MP libera crédito extraordinário de R$ 790 milhões para obras emergenciais na Região Nordeste; gestão de recursos, antes de governadores, passa a ser do Dnocs
Igor Gadelha

BRASÍLIA – Na mesma semana em que começou a campanha eleitoral nos municípios brasileiros, o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) retirou dos governadores do Nordeste a execução de obras destinadas ao combate à seca para transferi-la ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão controlado predominantemente por peemedebistas.

O Palácio do Planalto também decidiu aumentar o valor repassado a Estados governados pelo PMDB, como Sergipe e Alagoas. A decisão ocorreu após uma reunião no Palácio do Jaburu, no domingo, 14, entre Temer e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, presidente em exercício do PMDB do Pará e filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

A decisão reverte um acordo feito pela presidente afastada Dilma Rousseff de que caberia aos governadores a gestão desses recursos. A gerência das verbas para obras contra seca costuma ser disputada por nomes de todos os partidos pelo fato de servir como arma eleitoral por políticos da região.

A liberação dos recursos foi autorizada por Temer com a edição da uma medida provisória no fim de julho que abriu crédito extraordinário de R$ 789,9 milhões para ações emergenciais no Nordeste, que enfrenta o quinto ano consecutivo de seca, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). Parte do valor será destinada para obras emergenciais, como a construção de adutoras e perfuração e instalação de poços.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, a decisão de transferir a gestão dos recursos se deu porque, na avaliação do governo, o Dnocs é o órgão que tem “anos de experiência em obras contra a seca”. “A expertise do Dnocs está acima de qualquer questionamento. É o órgão que tem mais know-how e especialização em obras emergenciais de seca”, disse o ministro, por meio de sua assessoria.

Dos nove Estados do Nordeste, só o Maranhão não faz parte do plano, pois não enfrenta seca como os outros. Na região, segundo pesquisas, Temer tem o maior índice de rejeição.
Indicações

A decisão de Temer favorece o PMDB na medida em que o Dnocs é controlado na maior parte dos Estados pelo partido.

No Ceará, por exemplo, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, é o responsável pela indicação tanto do coordenador regional quanto do diretor-geral nacional do órgão. O senador é adversário político do governador cearense, Camilo Santana (PT).
No Rio Grande do Norte, a indicação do coordenador do órgão partiu do senador Garibaldi Alves (PMDB) e do ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB).
Ambos são adversários do governador Robinson Faria (PSD).

Na Paraíba, o favorecido será o senador José Maranhão (PMDB-PB), padrinho do coordenador regional do Dnocs. Ele é adversário do governador Ricardo Coutinho (PSB), que se posicionou contra o impeachment de Dilma.

Em Estados administrados pelo PMDB, as obras também serão tocadas pelo Dnocs, mas a Integração Nacional ampliou os recursos que serão enviados, por ordem de Temer.

Para Alagoas, governado por Renan Filho (PMDB), o presidente em exercício mandou aumentar o repasse de R$ 2 milhões para R$ 10 milhões, segundo a pasta. O governador é filho do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que vem se aproximando de Temer nas últimas semanas. O mesmo aconteceu em Sergipe, administrado por Jackson Barreto (PMDB), onde saltará de R$ 3 milhões para R$ 10 milhões.

Nos Estados controlados pela oposição, a decisão favoreceu aliados de Temer, como no Piauí, administrado pelo petista Wellington Dias, onde o Dnocs é comandado por aliados do senador Ciro Nogueira (PP).
‘Politização’. Governadores criticaram a decisão de Temer. “Não quero acreditar que isso foi feito por questões políticas”, disse o governador do Ceará. Robinson Faria disse ter recebido “com surpresa” a decisão.

Já o candidato a vice-prefeito de João Pessoa (PMDB-PB), deputado Manoel Júnior, avalia que os governos estaduais “politizam” a execução dos recursos. “Quando o governo manda dinheiro, eles só gastam nos municípios que eles têm interesse.” Eunício reconhece o sucateamento do Dnocs, mas diz que a mudança vai contribuir para revalorizá-lo.
Demissão

A decisão do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, de transferir a gestão dos recursos de combate à seca na Região Nordeste dos governadores para o Dnocs foi um dos motivos que levaram ao pedido de demissão do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, o general do Exército Adriano Pereira Júnior. A secretaria é ligada ao Ministério da Integração Nacional.

Pereira Júnior estava no cargo desde outubro de 2013, no primeiro mandato de Dilma Rousseff. O general foi o responsável por firmar um acordo no qual os governadores ficavam encarregados de gerir os recursos para o combate à seca. “Foi apenas um dos problemas, mas não foi determinante para minha saída”, disse ao Estado o general, que se posicionou contra a medida.

Pereira Júnior afirmou que tinha colocado o cargo à disposição desde que Temer assumiu a Presidência interinamente e que Helder Barbalho já tinha indicado que o demitiria. “Só resolvi antecipar”, disse.


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