“Somos pré-programados para morrer” e que longevidade é “solucionável”, diz Elon Musk

"Se você mudar o programa, vai viver mais”, disse o empresário durante entrevista em um podcast


Elon Musk é conhecido por previsões ousadas, mas poucas talvez sejam tão controversas quanto sua conclusão de que um aumento significativo da expectativa de vida humana é algo que pode ser projetado.

O chefe da Tesla, de 54 anos, aparentemente vê a longevidade apenas como um problema a ser superado — e um problema cuja solução nem seria “particularmente difícil”, segundo ele afirmou durante uma entrevista no podcast Moonshots with Peter Diamandis.

“Você é pré-programado para morrer. E, se você mudar o programa, vai viver mais”, disse.

Ele cita, por exemplo, o fato de que todas as partes do corpo envelhecem de forma sincronizada. Algo precisa estar na raiz dessa sincronização — algo que possa ser identificado e potencialmente alterado.

“Quando você considera o fato de que seu corpo é extremamente sincronizado em termos de idade, o relógio deve ser incrivelmente óbvio”, disse. “Ninguém tem um braço esquerdo velho e um braço direito jovem. Por quê? O que mantém tudo em sincronia?”

De fato, o envelhecimento sincronizado envolve uma variedade de fatores biológicos, incluindo genética e hormônios que ajudam a alinhar o envelhecimento entre os tecidos, segundo pesquisadores.

O futuro da medicina

Os comentários de Musk surgem em um momento em que a inteligência artificial e a robótica prometem borrar as fronteiras entre medicina e tecnologia.

Como parte dessa revolução, robôs humanoides podem substituir cirurgiões humanos e, nesse processo, elevar o nível do atendimento médico, em cinco anos, a um patamar muito superior ao que existe atualmente, afirmou Musk.

A automação e a robótica já transformaram a área da saúde, acrescentou, citando o Lasik, um procedimento que utiliza um laser controlado por computador para remodelar os olhos de uma pessoa e melhorar a visão.

“Eu não gostaria do melhor oftalmologista, com a mão mais firme que existe, usando um laser manual no meu globo ocular. Vai ser assim”, disse Musk.

Enquanto cirurgiões humanos levam anos para adquirir a experiência e as habilidades necessárias para operar, robôs humanoides como o Optimus, da Tesla, poderiam potencialmente fazer um trabalho melhor — sem o risco de erro humano.

“Todos terão acesso a um atendimento médico melhor do que aquele que o presidente recebe hoje”, afirmou.

Ainda assim, a confiança de Musk em relação ao aumento da longevidade vai na contramão de seu antigo desconforto com as consequências sociais de uma vida muito longa.

Diferentemente de alguns de seus pares bilionários, que investiram milhões em startups focadas em longevidade, Musk já disse que “preferiria estar morto” a viver até os 100 anos com demência ou como um peso para a sociedade.

“Se vivermos por tempo demais, acho que a sociedade se fossiliza — não há renovação da liderança, porque a liderança nunca morre”, disse.

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