O Lago Tulare, na Califórnia, voltou a aparecer depois de mais de 130 anos de “sumiço”. Drenado no século 19 para abrir espaço à agricultura no Vale de San Joaquin, o antigo maior corpo de água doce a oeste do rio Mississippi reapareceu em 2023 após chuvas extremas e derretimento recorde de neve da Sierra Nevada.
Conhecido como Pa’ashi, ou “água grande”, pelos indígenas Tachi Yokut, o lago chegou a cobrir cerca de 1.700 km². Segundo a pesquisadora Vivian Underhill, da Northeastern University, seu desaparecimento foi impulsionado por políticas que incentivaram colonos brancos a drenar áreas inundadas e transformar terras públicas e indígenas em propriedade privada.
A volta do lago provocou prejuízos bilionários à agricultura, bloqueou estradas e ameaçou comunidades, mas também trouxe vida selvagem e renovou o valor cultural do território para povos indígenas. Como o Lago Tulare já encolheu desde 2023 e tende a desaparecer em anos secos, lideranças locais defendem um projeto de restauração parcial estimado em até US$ 1 bilhão.
DCM
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