Acredite se quiser, mas essa cidade na Suíça está pagando uma fortuna para brasileiros viverem lá.
A cidade de Albinen, na Suíça, enfrenta um problema que vem se repetindo em várias regiões da Europa: a população jovem está indo embora, as escolas estão esvaziando, e a região corre o risco de simplesmente desaparecer do mapa.

A solução encontrada pelas autoridades locais foi radical. Em vez de esperar que alguém chegasse, a cidade decidiu pagar por isso.
Quem se muda para Albinen e se compromete a viver na cidade por no mínimo dez anos pode receber cerca de 296 mil reais. E se a família tiver filhos, cada criança rende um bônus de aproximadamente 45 mil reais.
A maioria dos requisitos são simples: como assumir o compromisso de permanência por pelo menos 10 anos e se submeter a uma prova em inglês para obtenção de vistos.
Ou seja, uma família com dois filhos pode receber quase 400 mil reais apenas para morar em uma cidade cercada pelos Alpes suíços.
E a Suíça não está sozinha nisso
O caso de Albinen ganhou repercussão internacional, mas está longe de ser exceção.
Na Itália, a cidade de Presicce, na região da Puglia, oferece cerca de 160 mil reais (27 mil Euros) para quem comprar um imóvel por lá. E o detalhe é que os imóveis na região custam, em média, a partir de 110 mil reais (19 mil Euros).
Na prática, a cidade pode chegar a pagar mais do que o valor de uma casa.

Já na Espanha, o vilarejo de Ponga oferece cerca de 16 mil reais por mês (2.500 Euros) para casais que se comprometam a viver lá por pelo menos cinco anos.

O motivo por trás de todos esses programas é o mesmo: o envelhecimento acelerado da população europeia e o esvaziamento das cidades pequenas, que perdem seus jovens para os grandes centros e para outros países.
Em resumo, a Europa está com casas vazias, escolas vazias, e dinheiro disponível para quem quiser ocupá-las.
A Real Barreira
Agora, se essas oportunidades são tão vantajosas, por que tão poucos brasileiros conseguem aproveitá-las?
Bom, não é segredo para ninguém que a maior barreira do brasileiro nesses casos não é dinheiro, nem coragem, nem documentação.
É o idioma.
Porque não adianta o programa existir se a pessoa não consegue preencher um formulário, entender um contrato, passar por uma entrevista ou simplesmente pedir uma informação na rua.
E aqui vale um esclarecimento importante: você não precisa necessariamente aprender alemão, italiano ou espanhol para circular pela Europa.
Na prática, quem fala inglês já tem em mãos praticamente tudo o que precisa, porque o inglês é a língua franca global. É com ele que se resolve documentação, se consegue emprego, se estuda e se vive o dia a dia na maioria desses países.
O problema é que o brasileiro médio passa anos em cursinho e continua travando na hora de falar.
Fonte: DCM
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