O senhor é meu pastor!

Rubens era um homem aposentado, descrente, que valorizava as festas sociais com os amigos. Rose, sua filha, vivia rezando para que o pai recebesse a graça de se voltar mais para as coisas de Deus.
Por: Paulo Roberto Labegalini
Um dia, de tanto insistir com o pai, ela conseguiu levá-lo à missa, esperando que ele se encantasse com a celebração e se convertesse rapidamente. No entanto, naquela noite tudo ‘deu errado’ na igreja: o som pifou; o padre não foi feliz na homilia; os leitores tropeçaram muito ao proclamarem a Palavra; o coral desafinou; na coroação de Nossa Senhora, a coroa foi ao chão etc.

Ao voltarem para casa, Rose chegou chorando, desanimada por ter perdido a grande chance de mostrar ao pai as maravilhas do Senhor. Porém, na manhã seguinte, surpreendentemente, Rubens convidou a filha para conversarem com o padre. Sem entender o motivo, ela questionou:

– Por que o senhor quer voltar à igreja?
– Vou me oferecer para ajudar nas missas. Vi tantas coisas erradas que não posso ficar em casa, sabendo que estão precisando muito de mim lá! – respondeu ele.


Pois é, Deus tem muitas maneiras de tocar nos corações das pessoas. Precisamos ter mais confiança na providência Divina e não duvidar que o ‘impossível’ aconteça. Mas, para recebermos novas graças, sempre temos que refletir: ‘Minha vida é uma resposta ao amor de Deus por mim? Conheço as obras de Jesus Cristo? Eu me aceito como sou? O que ganho com atitudes positivas?’.


Respondendo parte disto, eu começo dizendo que o amor de Deus é como o mar: vemos o início, mas não vemos o fim. Devemos demonstrar a nossa gratidão servindo o próximo com o coração, e nunca com pecados. A falta de perdão, a impaciência e o egoísmo nos tiram do caminho para o Céu. Como Maria, nossa resposta ao Pai deve ser: ‘Faça-se a Tua vontade!’.

E vive melhor quem assume a condição de pecador arrependido e não tem inveja de alguém. Se Deus nos fez como somos, imperfeitos, temos que confiar que Ele pode melhorar nossa vida em todos os aspectos: físico, emocional, social e religioso. Entreguemos a Jesus esta decisão.


Também precisamos acreditar que é mais feliz aquele que se coloca diante do Senhor e agradece por tudo o que tem. Depois, abrindo o coração, pedidos de novas graças devem ser feitos com humildade e confiança. A parábola do ‘fariseu e publicano’ (Lucas 18, 9-14) relata que quem não é auto-suficiente e pede ajuda, agrada mais a Deus.

Jesus curou muita gente dizendo: ‘Grande é a tua fé!’; portanto, somente com sinceridade na oração podemos nos tornar mais puros e ser agentes de libertação do mal na vida das pessoas. Quer seja no silêncio ou na denúncia, obedeça os Mandamentos a cada dia. Sem Deus, você não é nada!

Também nunca é demais lembrar que, nas mensagens de Jesus a Santa Faustina, Ele disse: “Na cruz, eu não pensava na dor, pensava na salvação dos pecadores”. Do Seu coração, transbordou água, sangue e puro amor. Ele não seria humilhado se, primeiro, não se humilhasse. Em gratidão, repita diariamente: ‘Jesus, eu confio em vós!’. Depois, espere e constate a quantidade de bênçãos que virá.

Relendo os parágrafos anteriores, você reforçará as seguintes orientações: agradeça pela sua vida, sirva o próximo com amor, perdoe, não tenha inveja, seja humilde de coração, confie na sinceridade da sua oração e obedeça aos Mandamentos de Deus. Em resumo: liberte-se dos pecados e tenha atitudes positivas! Pode ter certeza que quem experimenta gosta.
E gosta mais aquele que acredita nestas palavras: (João 6, 35-40)

“Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede. Mas já vo-lo disse: vós vistes-me e não credes. Todos os que o Pai me dá virão a mim; e quem vier a mim Eu não o rejeitarei, porque desci do Céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é esta: que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas o ressuscite no último dia. Esta é, pois, a vontade do meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.”

Blogue luso-brasileiro: “PAZ”

Por: Paulo Roberto Labegalini é escritor católico, professor doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.

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