Sistema de segurança e violência criam mercado bilionário para empreendedores do Brasil


Infelizmente nosso país apresenta tristes recordes: homicídios, latrocínios, furtos, roubos, desvios. Roubos de tudo: desde cargas, casas, empresas, depósitos. E, também toda sorte de crimes pela internet.
              
Resultado: sentimento de insegurança atroz, de impunidade, de injustiça e de orfandade. E, o que podem fazer os cidadãos, empresas e empreendedores? Tentar, dentro de suas posses, contratar serviços, produtos, sistemas de monitoramento e de segurança.

Assim, o que é péssimo para uns, vira oportunidade para outros.

Se você reparar por quantos equipamentos, sistemas, aplicativos de segurança as suas ações são seguidas e monitoradas, ou de quantas delas faz uso durante um dia, vai ficar abismado!

Pois, este mercado abarca sistemas: de circuitos internos de TV (43% do mercado), de alarmes contra intrusão (24% de participação) e de controle de acesso (24% de fatia de mercado).

Podem-se pensar desde câmeras comuns, câmeras inteligentes, catracas eletrônicas, equipamentos de identificação, equipamentos biométricos, cartões de acesso, alarmes, geração de senhas etc.

Deste modo, o mercado de sistemas eletrônicos de segurança, no ano de 2012, registrou faturamento acima de US $ 1,96 bilhão, 9% acima do ano anterior. E a previsão de crescimento era de 13% para 2013 segundo a Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança).

Assim, os negócios podem se especializar em instalação de sistemas eletrônicos, serviços de monitoramento, cadeado digital (aqueles cartões com tabelas de números), tokens (com combinações de números solicitadas em operações bancárias) e distribuição de sistemas eletrônicos.

Desse modo, o empreendedor pode se dedicar a pessoas físicas (instalação de alarmes de câmeras em propriedades particulares, sistemas de monitoramento etc.).

E também a pessoas jurídicas: bancos, instituições financeiras, condomínios, escolas, universidades, hotéis, aeroportos, portos, hospitais, empresas, presídios, concessionárias de rodovias, estádios e arenas esportivas, shoppings etc.

Pode se especializar em determinados mercados: por exemplo, as transportadoras. Afinal, o roubo de cargas seguradas, há alguns anos atrás, já superava mais de R$ 1,1 bilhão. Ou pode se concentrar em veículos –roubo de carros é o que não falta!

Pode até ter como clientes as prefeituras pois estas, cada vez mais, instalam câmeras e sistemas para monitorar trânsito e atos criminosos.

Para conhecer o setor, nada melhor do que visitar uma das maiores feiras do setor – a Exposec – Feira Internacional de Segurança, em São Paulo. Esta reúne desde fabricantes, fornecedores e compradores. Em 2013 foram 650 expositores, mais de 1000 marcas e 36 mil visitantes.

E deverá, ainda, acompanhar os seminários oferecidos paralelamente à realização da Feira. Se você não for de São Paulo pode procurar outras feiras organizadas pela Abese –as Fastsec– no Rio, Goiânia, Fortaleza, Salvador etc.

Além de aprofundar seu conhecimento, terá de desenvolver experiência prática e disputar mão de obra especializada. Para formá-la, já existem esforços conjuntos entre Senai e Abese, e o Centro de Capacitação Profissional Abese.

Desafios existem. Demanda, infelizmente, parece que não vai faltar para os empreendedores nos próximos anos!!!!

Fonte: UOL 
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