Muita gente acredita que uma dívida desaparece automaticamente após cinco anos. Na prática, o que ocorre é diferente e envolve uma regra legal que limita a cobrança judicial.
Em 2026, decisões e entendimentos jurídicos continuam reforçando que débitos antigos entram em prescrição, o que muda a forma como podem ser cobrados.
Essa regra traz alívio para milhões de brasileiros, porém também exige atenção. Afinal, um detalhe pouco conhecido pode reativar o prazo e permitir nova cobrança.
O que acontece quando a dívida completa 5 anos
Após cinco anos do vencimento, ocorre a chamada prescrição da dívida. Ou seja, o credor perde o direito de cobrar judicialmente o pagamento. Na prática, isso impede medidas como:
processo judicial de cobrança;
penhora de bens por esse débito;
bloqueio judicial de contas.
Essa regra está prevista no Código Civil brasileiro, que define prazos específicos para cobrança de dívidas contratuais. Outro efeito importante é que o nome do consumidor não pode permanecer negativado por mais de cinco anos nos órgãos de proteção ao crédito. Dessa forma:
o CPF deve sair do SPC e Serasa;
o score pode melhorar com o tempo;
a restrição deixa de aparecer em consultas formais.
Esse é um dos principais motivos pelos quais muitos consumidores percebem melhora no acesso ao crédito após esse período.
A dívida não desaparece completamente, e esse é o detalhe mais importante
Mesmo após cinco anos, a dívida não deixa de existir juridicamente. Isso porque, o que desaparece é o direito de cobrança judicial obrigatória. Então, o credor ainda pode:
oferecer propostas de negociação;
enviar comunicações sobre o débito;
manter o registro interno da dívida.
Porém, o pagamento passa a ser voluntário, não podendo ser imposto por decisão judicial.
Isso cria uma diferença importante entre “dívida prescrita” e “dívida inexistente”. A primeira ainda existe, mas não pode mais ser cobrada na Justiça.
O erro que pode reativar o prazo e permitir nova cobrança
Um dos pontos menos conhecidos é que o prazo pode recomeçar em algumas situações. Isso pode ocorrer quando o consumidor:
reconhece formalmente a dívida;
assina um novo acordo;
renegocia o débito com novo contrato.
Nesse caso, o prazo de prescrição começa novamente a partir da renegociação.
Por isso, especialistas recomendam atenção antes de aceitar propostas relacionadas a dívidas antigas.
Quais tipos de dívida entram nessa regra dos 5 anos
O prazo de cinco anos normalmente se aplica a débitos como:
cartão de crédito;
empréstimos pessoais;
financiamentos;
contas de serviços, como telefone e internet.
Outros tipos podem ter prazos diferentes, dependendo da natureza da obrigação. Veja resumo prático:
Situação da dívida O que acontece após 5 anos
Cobrança judicial não pode mais ocorrer
Nome negativado deve ser removido
Dívida deixa de existir não, ela continua registrada
Negociação ainda pode acontecer sim, de forma voluntária
Novo acordo reativa prazo sim
Por que essa regra impacta milhões de brasileiros
Essa limitação existe para garantir segurança jurídica e evitar cobranças indefinidas ao longo da vida.
Ao mesmo tempo, ela permite que consumidores reorganizem a vida financeira após um período difícil.
Por isso, saber como funciona a prescrição ajuda a evitar medo desnecessário e também impede decisões precipitadas.
Antes de qualquer negociação, o ideal é verificar o tempo da dívida e entender se ela ainda pode ser cobrada judicialmente.
Fonte FDR:
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