Mudança: Pense positivo


Supostamente, temos cerca de sessenta mil pensamentos povoando a mente a cada dia. Pense comigo: quantos desses pensamentos são negativos e quantos são positivos?
Por: Ricardo Borges Martins
Se você assimilar a filosofia de vida proposta neste método, será capaz de se desvencilhar da carga de pensamentos e emoções negativas acumulados em sua consciência. Obviamente, não poderá voltar atrás e refazer o caminho por onde percorreu até agora, mas será habilitado a dar um novo rumo para a sua vida.
Segue uma dica primordial para realizar seu processo de mudança com êxito: Desista de encontrar a raiz dos seus problemas. Não perca seu precioso tempo com o que já passou. Tudo o que você é agora, resulta de processos criativos elaborados a partir de suas experiências passadas. Isso significa que o amanhã poderá ser estabelecido por sua consciência atual. E, enquanto sua mente estiver mergulhada no passado, em busca de explicações, culpados e bodes expiatórios, o ciclo indesejável permanecerá fazendo parte de sua experiência.
O segredo para a mudança interna que desperta o seu poder criador está em deixar o passado em seu verdadeiro lugar, trazendo para o presente apenas as lembranças de experiências agradáveis e felizes.
Eu passei grande parte da minha vida estudando as Leis Universais e, por muito tempo, apliquei meu poder pessoal de forma totalmente equivocada. Isso porque apesar de reconhecer que possuía muitas crenças limitantes, trabalhava minha mudança interna no nível dos pensamentos e da racionalidade. Assim, mentalizava a saúde, a felicidade e uma ótima renda, mas sentia que não merecia ou que não poderia alcançar o que tanto desejava por conta das condições externas desfavoráveis.
Somente quando compreendi que o poder de mudança estava em sentir o bem-estar cósmico que fluía livremente à minha volta, foi que minha vida começou a melhorar. Então, apesar das circunstâncias negativas, passei e dar ênfase às boas emoções, tais como o entusiasmo, a gratidão, a confiança na vitória do bem e a fé na vida. Dessa forma, a mudança no meu estado de espírito foi sendo construída aos poucos, com base na reestruturação das emoções. Antes, quando pensava em prosperar, agia num sentido afirmativo direto tipo: eu sou rico. Depois de conhecer o verdadeiro segredo da vida, embasado na premissa de que somos o que sentimos, passei a sentir gratidão pelo que já tinha e pelo que já era. A partir daí, as coisas começaram a mudar. Essa alteração em minha forma de sentir as coisas traduziu-se em uma melhora significativa em todos os aspectos da minha vida, incluindo um aumento excepcional no fluxo do dinheiro.

Aprendi ao longo do percurso que a mudança interna é a condição primordial rumo à grande transformação em minha experiência de vida.

Pois é justamente aí que reside a contradição. Nossa cultura política se orgulha de poder gritar, mas não consegue ser ouvida. Temos um Congresso perfeitamente isolado: de um lado, sua arquitetura impede que a nossa voz chegue lá dentro, do outro, permite que os cochichos dos nossos representantes não ecoem. Aderimos à democracia, mas não temos como incidir nas decisões relevantes do país, pois nosso sistema de representação é incapaz de satisfazer a sua razão de ser.
Existe um vácuo entre a sociedade civil e o Congresso Nacional. Não há nenhum instrumento que faça valer os apelos da sociedade civil na Câmara e no Senado. Isto porque nosso sistema eleitoral acaba elegendo representantes cujas prioridades são absolutamente divergentes das nossas. Basta ver a discrepância entre as necessidades da população e as prioridades do Congresso. Em 2012, foram apresentados mais projetos na categoria “homenagens e datas comemorativas” do que nas áreas de saúde ou educação. Mas isso parece pouco importar.
A conclusão a que podemos chegar, diante de tal cenário, é de que nossa cultura democrática – sob risco de obsolescência – precisa encontrar meios de influir na esfera política. Pouco vale aceitar a importância do Legislativo, se não houver instrumentos eficientes para promover a relação entre ele e a sociedade civil.
Se o Congresso Nacional é uma instituição precária, é porque quando ata as próprias mãos, pune outros. Em 2012, foi aprovado menos de 1% dos projetos de lei apresentados. Essa  inoperância fere a todos, menos ao próprio Congresso. Uma instituição inoperante porque pode se fazer de surda diante da sociedade civil, que, sem saber como influir, acaba desistindo da política.
Acredito que esse quadro não é perpétuo. Aqueles 83% que preferem a democracia já estão maduros para exercer maior controle sobre seus representantes, mas isso requer uma reforma no atual sistema de representação. Desse ponto de vista, o voto distrital seria a melhor estratégia da sociedade civil para romper com o isolamento do Congresso. Nesse sistema, sabendo quem representa quem, os cidadãos encontrariam meios diretos de influenciar a política.
O voto distrital não é a panaceia da política brasileira, não resolverá todos os problemas, mas sua adoção representaria um grande avanço para nossa democracia. Já está mais do que na hora de nosso espírito democrático ultrapassar o âmbito dos valores e se manifestar em nosso comportamento político cotidiano.

Por:  Ricardo Borges Martins, formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Argumentação e Influência Social pela Université d’Aix-Marseille (França), é um dos organizadores do movimento #EuVotoDistrital.

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