O povo precisa de um guia

    Por: Sylo Costa
O ano mal começou e já estamos avançando em fevereiro. Bobagem, o tempo está aí, imóvel, como sempre foi e será. O que nos dá a impressão de que o tempo é móvel e passa rápido é a preocupação com os imprevistos. O futuro é um túnel escuro que temos de atravessar, daí nossa insegurança.

O povo, a multidão ou a manada precisa sempre de um guia que oriente o rumo. O povo reclama um líder. A manada necessita de um madrinheiro, que conta sempre com a ajuda da própria natureza e sabe que o sentido reto faz a distância mais curta no rumo certo. Mas acima desse comando, seja do povo, das multidões e até de cada um de nós, o líder será sempre o destino: em um acidente de carro ou avião, uns morrem, uns escapam ilesos e outros saem com ferimentos, leves ou graves. Por quê? Pelo destino de cada um. E se todos saem incólumes é porque todos tinham o mesmo destino.


A nação precisa de líderes, mas estes não têm o auxílio da natureza. Nós, brasileiros, somos uma nação jovem, parte de um continente também jovem. No mundo, todos foram assim também, os líderes é que fizeram a diferença. O Brasil é o quinto país do mundo em termos de população e extensão. Em algum tempo, seremos o primeiro em tudo. Quando? Bem, é aí que a porca torce o rabo… Certamente, para alcançar esse lugar precisamos de líderes cultos e inteligentes, mas com inteligência para o bem, não para o mal.

PREOCUPAÇÃO

Este ano, nosso destino causa preocupação. Além de estarmos sob o jugo político-administrativo de um partido que age como seita de fanáticos, nossos líderes padecem do vício da mentira, que prolifera como qualquer gramínea em terreno fértil. Agora mesmo, para fazer a tal Copa das Copas, estamos gastando e deixando que roubem o que não temos. O Brasil, com 0,800 de IDH – Índice de Desenvolvimento Humano –, ocupa o 70º lugar no mundo. A Suécia tem IDH de 0,956 e ocupa o 6º lugar.

Pois bem, enquanto a presidente Dona Dilma, em Davos, na Suíça, mentia sobre a situação econômica do nosso país, inclusive escondendo nosso verdadeiro índice de inflação e contando garganta pela realização dessa malfadada Copa do Mundo, em que são gastos bilhões de reais ou dólares, a Suécia acabava de vez com a possibilidade de Estocolmo, sua capital, ser a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 porque os partidos políticos e o prefeito da cidade optaram por não se candidatar a sediar o evento, apresentando como justificativa (prestem atenção) que o país tem outras prioridades e que um eventual prejuízo teria de ser coberto com dinheiro público.

Que bela lição de responsabilidade e bom senso a Suécia nos dá. Um país bonito de gente também, culta e honesta, cujo primeiro ministro jamais pagaria em Lisboa, ou em qualquer outra cidade, diárias no hotel Ritz de R$ 26 mil e alugaria mais 25 suítes no hotel Tivoli para seus come-dorme. Aqui, dinheiro público serve até para acender fogão de lenha nos churrascos de Brasília. Uma lazeira…

Via: debatesculturais.com.br
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