Florecer nas virtudes

            Por: João Carlos Jacinto
Não podemos controlar todas as situações que vivemos, algumas não dependem da nossa vontade. E não podemos mudar tudo também, mesmo se somos fortes, decididos e positivos. Mas podemos colocar um pouco de sol e de luz.
 
Podemos aprender a gerenciar essas situações de maneira que não nos afetem completamente ou profundamente, que não nos destruam ou acabem com nossos relacionamentos de amor e de amizade.

Quando perdemos o controle de nós, perdemos o controle de tudo. É como um motorista que, ao sentir o perigo, larga o volante: o acidente é inevitável!

Por mais desesperadoras que pareçam as situações, temos que segurar o volante. Guardar a calma nos momentos mais críticos é uma atitude preciosa, não só para nós, mas para os outros também.

Ah, sim, podemos explodir e às vezes até precisamos! Todavia há maneiras de exteriorizar o que nos atormenta sem que os pedaços da nossa ira afetem tudo ao nosso redor.


Podemos chorar até que nossa alma se sinta lavada, podemos falar com alguém em quem tenhamos confiança, podemos pintar desenhar, construir, correr ou apenas nos entregar à dor até que o peito se esvazie dela. Há pessoas, como eu, que escrevem longas cartas que nunca enviam, mas que aliviam.

Somos humanos, eu sei e não podemos ficar indiferentes à tudo o que acontece, não podemos nos esconder atrás de escudos que nunca defenderão nossa sensibilidade, pois no inevitável encontro com nosso eu, precisamos ainda encontrar forças e coragem para nos olhar nos olhos.

Temos todos em nós sementes de virtudes plantadas. Devemos dar a elas condições para que floresçam, para que dêem frutos, para que as pessoas possam, uma vez que nos encontram, carregar-nos nos corações para o restante das suas vidas. Homenagem ao Mestre Antônio Manoel de oliveira.

Por: João Carlos Jacinto é um estudioso do comportamento humano, escritor, poeta e amante da Língua Italiana.
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